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Variedades • 19:19h • 05 de setembro de 2026

Vale pagar R$ 499,90 pelo LinkedIn Premium? Âncora1 testou por um mês e conta o que encontrou

Portal utilizou gratuitamente o LinkedIn Page Premium para avaliar alcance, seguidores, contatos comerciais e recrutamento; experiência mostrou benefícios pontuais, mas também uma expectativa de novos negócios que desapareceu após a ativação

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1

LinkedIn Premium para empresas custa quase R$ 500 por mês; testamos e encontramos uma surpresa ao liberar os recursos
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Um selo dourado ao lado do nome, acesso a informações sobre quem visitou a página, convites automáticos para novos seguidores e a promessa de conseguir cerca de 11 vezes mais engajamento. A oferta do LinkedIn Page Premium chama atenção de quem administra uma página empresarial, mas o preço também: no plano apresentado ao Âncora1, a assinatura mensal custa R$ 499,90. No anual, o valor informado é de R$ 349,99 por mês, com cobrança de R$ 4.199,90 ao ano.

Para descobrir o que efetivamente muda, o Âncora1 utilizou o período gratuito oferecido pelo LinkedIn e acompanhou o desempenho da própria página durante aproximadamente um mês. O teste foi feito a partir do uso real do portal, sem transformar a plataforma em uma rede para publicação indiscriminada de notícias. Foram mantidos conteúdos compatíveis com seu perfil profissional, principalmente negócios, vagas de emprego, concursos, cursos e oportunidades.

Alguns recursos prometidos realmente apareceram. A página recebeu a identificação Premium, ganhou a possibilidade de destacar o acesso ao site junto às publicações e passou a oferecer informações adicionais relacionadas aos visitantes. O problema surgiu quando a análise saiu da existência das ferramentas e passou para aquilo que elas efetivamente entregavam.

Contatos que despertaram expectativa não estavam lá após a ativação

Foi justamente um dos recursos de prospecção que mais pesou na decisão do Âncora1 de experimentar o Premium. Antes da ativação, a plataforma vinha apresentando indicações parcialmente ocultas relacionadas a pessoas e oportunidades de contato comercial. Ao longo do tempo, o portal chegou a visualizar cerca de quatro ou cinco dessas indicações, sem conseguir acessar integralmente quem estava por trás delas.

A sucessão dessas notificações despertou uma expectativa compreensível: se profissionais potencialmente interessados em negócios estavam tentando chegar até a empresa, descobrir quem eram poderia resultar em uma parceria ou proposta que, eventualmente, até justificasse o preço da assinatura.

Com um número maior dessas indicações acumuladas e diante da oferta de teste gratuito, o Âncora1 decidiu ativar o Page Premium. Ao liberar o acesso, porém, os contatos que haviam motivado essa expectativa não estavam disponíveis. O portal não encontrou aquelas pessoas ou oportunidades comerciais que esperava identificar a partir das sinalizações exibidas anteriormente.

Esse foi um dos pontos mais negativos da experiência. Para quem está do outro lado da tela, principalmente um pequeno empresário, a apresentação de potenciais contatos comerciais ocultos pode ser um argumento poderoso para experimentar ou contratar o serviço. No caso testado pelo portal, a expectativa criada antes da ativação não correspondeu ao que foi encontrado depois dela.

Não é possível, a partir de uma única experiência, afirmar por que essas indicações desapareceram ou qual mecanismo do LinkedIn estava por trás das sinalizações. O que o teste permite afirmar é mais objetivo: elas foram exibidas antes da ativação e não estavam disponíveis quando o Premium foi liberado.


A promessa de 11 vezes mais engajamento também não apareceu

Na tela de contratação apresentada ao Âncora1, o LinkedIn anuncia que páginas Premium podem conseguir “cerca de 11 vezes mais engajamento”. Durante o período analisado pelo portal, esse salto não foi observado.

O número de seguidores também não apresentou crescimento que pudesse ser associado de maneira evidente à ativação do Premium. Isso ocorreu inclusive em períodos nos quais determinados conteúdos do portal tiveram bom desempenho orgânico em outras redes sociais.

É importante fazer uma distinção: trata-se da experiência específica da página do Âncora1, e não de um teste controlado capaz de concluir que o recurso terá o mesmo resultado para todas as empresas. Setor, público, frequência de publicação, tamanho da página e estratégia utilizada podem produzir desempenhos diferentes.

Teste com vaga revelou outra limitação

O período também foi utilizado para avaliar o LinkedIn como ferramenta de recrutamento. Publicamos uma oportunidade profissional com requisitos específicos, inclusive relacionados à localidade do candidato.

A experiência mostrou uma limitação importante: candidatos que informavam nas próprias respostas não atender ao requisito de localização ainda conseguiam concluir a candidatura. Esses cadastros continuavam ocupando espaço entre as candidaturas recebidas até que o limite da oferta gratuita fosse atingido.

Para uma empresa pequena, isso significa consumir parte da capacidade disponível com candidaturas de pessoas que já declararam não cumprir uma condição objetiva da vaga. No teste realizado pelo portal, a gratuidade também não produziu uma melhora perceptível no posicionamento da oportunidade que compensasse essa dificuldade de filtragem.


Para uma pequena empresa, R$ 499,90 precisam trazer retorno

O Page Premium tem recursos que funcionaram durante a experiência. O selo aparece, o link para o site ganha destaque e existem ferramentas adicionais destinadas ao crescimento e à gestão da página.

A questão é se esses benefícios justificam o preço para cada tipo de negócio. Para empresas menores, especialmente aquelas que atuam regionalmente e não concentram sua estratégia comercial no LinkedIn, R$ 499,90 mensais representam R$ 5.998,80 em 12 meses, caso o preço mensal apresentado seja mantido durante todo o período.

Na experiência do Âncora1, o retorno observado durante o teste gratuito não foi suficiente para justificar esse investimento. A conclusão não significa que o Premium seja inútil para todas as empresas. Uma operação que utilize intensamente o LinkedIn para prospecção, recrutamento, venda de serviços e geração de contatos pode chegar a um resultado diferente.

Para o pequeno empresário interessado principalmente em ampliar a presença da marca, entretanto, o teste deixa uma questão mais importante do que o selo Premium: antes de pagar, é preciso definir o que aquele investimento deverá devolver ao negócio e acompanhar se as promessas que motivaram a contratação efetivamente aparecem depois que o acesso é liberado.

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