Economia • 10:25h • 03 de fevereiro de 2026
Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco
Saber identificar fake news é fundamental para proteger o dinheiro
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central desde o fim de 2025, aumentaram as notícias e os rumores sobre a situação de bancos no país. Nem sempre, porém, essas informações são corretas. Para consumidores e investidores, saber diferenciar alertas reais de boatos é fundamental para proteger o dinheiro e evitar decisões precipitadas.
Existem dados públicos, ferramentas oficiais e indicadores objetivos que ajudam a avaliar a saúde financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Antes de agir por medo, a orientação é buscar fontes confiáveis, analisar informações técnicas e desconfiar de promessas exageradas. Informação de qualidade continua sendo a melhor forma de evitar prejuízos.
O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central. Essa consulta pode ser feita no site do BC, na área “Encontre uma instituição”. Bancos não autorizados não podem operar legalmente no sistema financeiro.
Também é possível recorrer a bases oficiais de dados. A Central de Demonstrações Financeiras do Banco Central reúne balanços e resultados das instituições. O site Banco Data organiza indicadores de forma visual e acessível. Já as páginas de Relações com Investidores, que todo banco autorizado é obrigado a manter, trazem informações financeiras resumidas e detalhadas.
Entre os principais indicadores de solidez estão o Índice de Basileia, que mede a relação entre o capital próprio do banco e os riscos assumidos. No Brasil, o mínimo exigido é de 11%, e níveis acima de 15% são considerados mais confortáveis. Lucros recorrentes, baixa inadimplência e um índice de imobilização controlado também sinalizam maior estabilidade. Além disso, as notas de risco atribuídas por agências de rating ajudam a acompanhar a percepção do mercado sobre a instituição.
Outro ponto importante é verificar se o banco tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, para produtos como contas, poupança, CDBs, LCIs e LCAs. Investimentos como debêntures, CRI, CRA, títulos públicos e fundos não são cobertos e podem gerar perda total em caso de quebra.
Rentabilidades muito acima da média do mercado também merecem atenção. Bancos menores costumam pagar mais que os grandes, mas ofertas muito elevadas podem indicar tentativa de captar recursos rapidamente. No caso dos CDBs, especialistas consideram prudente desconfiar de taxas muito superiores a 115% do CDI.
Embora não seja possível prever com precisão a liquidação de um banco, alguns sinais de alerta ajudam na avaliação, como queda contínua do Índice de Basileia, prejuízos frequentes, rebaixamentos de rating, investigações, ofertas agressivas de investimento e entrada em regimes especiais do Banco Central.
Para reduzir riscos, especialistas recomendam diversificar aplicações e priorizar investimentos mais seguros, como títulos do Tesouro Direto e produtos de grandes bancos, que contam com maior solidez e, em muitos casos, proteção do FGC.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita