Mundo • 08:41h • 19 de fevereiro de 2026
Veja dicas para proteger seu celular de golpes virtuais em aglomerações
Aparelhos servem de porta de entrada para fraudes, mesmo sem furtos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Shows, locais movimentados e grande volume de transações tornam situações de aglomeração um cenário que exige atenção redobrada com o uso do celular. Mesmo sem furto ou roubo, o aparelho se tornou uma das principais portas de entrada para criminosos acessarem aplicativos bancários e esvaziarem contas em poucos minutos.
Embora muitos golpes financeiros ainda ocorram de forma presencial, como o uso de maquininhas adulteradas, o celular tem sido cada vez mais explorado em fraudes. Isso acontece não apenas quando o aparelho é roubado, mas também por meio de redes wi-fi falsas e golpes de engenharia social, quando criminosos manipulam emocionalmente a vítima para obter senhas e dados pessoais.
Segundo José Oliveira, diretor de tecnologia da Certta, ambientes com grande circulação de pessoas criam condições ideais para a ação de golpistas. Nesses contextos, a quebra de rotina, a pressa e o excesso de estímulos reduzem a atenção e favorecem decisões impulsivas.
O celular é um alvo preferencial porque concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, e-mails e redes sociais. Com o aparelho desbloqueado — ou após tentativas rápidas de quebra de senha — criminosos podem transferir valores via Pix, solicitar empréstimos, alterar senhas e recuperar acessos usando e-mail ou SMS.
Entre os principais métodos de invasão estão redes wi-fi falsas, criadas para interceptar dados, e golpes por mensagens ou ligações que simulam situações urgentes, como supostas compras suspeitas ou problemas bancários. Mais recentemente, também têm sido usados recursos de inteligência artificial, como deepfakes de voz e identidades digitais falsas, para tornar as fraudes mais convincentes.
Para se proteger, especialistas recomendam ativar biometria nos aplicativos, reduzir limites de Pix, evitar acessar serviços financeiros em wi-fi público e manter recursos de bloqueio e apagamento remoto habilitados.
Caso o celular seja roubado, a orientação é agir rapidamente: bloquear o aparelho pela operadora, apagar os dados remotamente, avisar o banco, registrar boletim de ocorrência e alterar senhas de e-mail e redes sociais.
A principal recomendação dos especialistas é simples: desacelerar antes de qualquer ação. Parar alguns segundos para verificar informações e desconfiar de mensagens urgentes ainda é a forma mais eficaz de evitar prejuízos.
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