Variedades • 05:25h • 21 de junho de 2026
Veranicos em agosto e calor acima do normal: o que esperar do inverno que começa oficialmente neste domingo
Estação começa neste domingo com 100% de probabilidade de influência do fenômeno climático, que deve reduzir períodos prolongados de frio e alterar o padrão das chuvas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do INMET | Foto: Âncora1
O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21) no Hemisfério Sul e deve apresentar características diferentes das observadas em muitos anos recentes. A previsão climática indica temperaturas acima da média em grande parte do país e volumes de chuva superiores ao normal em algumas regiões, cenário influenciado pela atuação de um El Niño de forte intensidade ao longo dos próximos meses. A estação termina em 22 de setembro.
Tradicionalmente, o inverno é o período mais seco do ano em grande parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e em áreas do Norte e Nordeste. Em 2026, porém, a combinação entre o aquecimento do Oceano Pacífico e as condições atmosféricas previstas tende a modificar parte desse padrão.
El Niño forte deve influenciar o clima durante toda a estação
Um dos principais fatores por trás das previsões para o inverno é a presença do fenômeno El Niño.
As projeções climáticas indicam 100% de probabilidade de ocorrência do fenômeno entre julho e setembro, com 99,4% de chance de que ele se mantenha em intensidade forte durante o trimestre. Esse cenário costuma alterar o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões do Brasil.
Na prática, o resultado esperado é um inverno menos rigoroso em relação às temperaturas e com distribuição de chuva diferente da média histórica em várias áreas do país.
Sudeste deve registrar temperaturas acima do normal
A previsão para a Região Sudeste aponta temperaturas acima da média climatológica durante toda a estação.
Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a tendência é de um inverno mais quente que o habitual. Em áreas do oeste mineiro, os desvios podem superar 1º acima da média histórica do período.
Para o estado de São Paulo, a previsão também indica chuva acima da média no centro-sul do território paulista, enquanto outras áreas da região devem registrar precipitações próximas dos padrões climatológicos.
Para cidades do interior paulista, como Assis, o cenário sugere alternância entre períodos de frio típicos da estação e intervalos mais prolongados de temperaturas elevadas para a época.
Veranicos podem marcar agosto
Entre os fenômenos previstos para o inverno estão os chamados veranicos, períodos caracterizados por vários dias consecutivos de tempo seco e temperaturas mais elevadas do que o esperado para a estação.
Esses episódios costumam ocorrer principalmente em agosto e podem provocar tardes mais quentes, baixa umidade relativa do ar e aumento do desconforto respiratório, especialmente em áreas urbanas. Apesar disso, os veranicos não significam o fim do inverno. Massas de ar frio continuam avançando pelo país ao longo da estação e ainda podem provocar quedas acentuadas de temperatura.
Geadas e nevoeiros continuam no radar
Mesmo com a tendência de temperaturas acima da média, o inverno continuará apresentando características típicas da estação. As incursões de massas de ar frio vindas do sul do continente devem provocar episódios de frio intenso, principalmente na Região Sul, no sul do Sudeste e em Mato Grosso do Sul.
Também permanecem favoráveis as condições para formação de geadas em áreas tradicionalmente suscetíveis e para ocorrência de nevoeiros e névoa úmida durante as manhãs, fenômenos que podem reduzir a visibilidade em rodovias e aeroportos.
Sul deve ter chuva acima da média
Entre as regiões brasileiras, o Sul aparece como a área com maior probabilidade de registrar volumes de chuva acima da média histórica. A previsão aponta acumulados superiores ao normal nos três estados da região, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os volumes podem superar em até 100 milímetros os valores normalmente observados durante o trimestre.
O cenário favorece o desenvolvimento de culturas de inverno, mas também aumenta a atenção para doenças associadas à umidade excessiva no campo.
Norte e Nordeste devem enfrentar tempo mais seco
Enquanto o Sul tende a registrar mais chuva, a previsão aponta redução das precipitações em grande parte das regiões Norte e Nordeste.
Associadas às temperaturas mais elevadas, essas condições podem aumentar a evaporação da água do solo e ampliar o risco de estiagem em algumas áreas, além de favorecer queimadas e incêndios florestais.
O tempo mais seco também costuma agravar problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O que esperar do inverno em Assis
Para o interior paulista, a expectativa é de um inverno marcado por extremos menos intensos de frio e por períodos mais frequentes de temperaturas acima da média.
Isso não elimina a possibilidade de ondas de frio ao longo da estação, mas indica que elas devem ocorrer de forma mais pontual. Também há expectativa de episódios de chuva acima do padrão em parte do estado de São Paulo, especialmente no centro-sul paulista.
Para moradores de Assis e região, o inverno de 2026 tende a ser mais úmido e ligeiramente mais quente que a média histórica, com alternância entre frentes frias, dias de céu encoberto e períodos de calor atípico para a estação.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos