• Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar
  • Prefeitura anuncia 33% para ADIs em Assis, com pagamento previsto a partir de junho
Novidades e destaques Novidades e destaques

Economia • 15:23h • 23 de julho de 2025

Violência custa mais de R$ 1 trilhão por ano e trava o desenvolvimento do Brasil

Custos com mortes, evasão escolar, retração do comércio, saúde pública e segurança privada travam o crescimento do país e ampliam a desigualdade

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação

O impacto invisível: violência desestrutura a economia e compromete o futuro do país
O impacto invisível: violência desestrutura a economia e compromete o futuro do país

A violência no Brasil vai além das estatísticas policiais. Enquanto se contabilizam homicídios, assaltos e outros crimes, um impacto ainda maior corrói silenciosamente a economia do país. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e estimativas econômicas, o custo da violência chega a 11% do PIB, o que representa mais de R$ 1 trilhão por ano.

“Estamos falando de um dos maiores custos estruturais do Brasil. A violência compromete investimentos, afasta o turismo, pressiona os gastos públicos e impõe um custo altíssimo às empresas e famílias”, analisa André Charone, consultor financeiro e mestre em negócios internacionais.

Em 2023, o país registrou 46.328 mortes violentas intencionais. Apesar de ser o menor número desde 2011, a taxa de 22,8 homicídios a cada 100 mil habitantes ainda está longe de padrões aceitáveis. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula que cada homicídio gera um custo médio de R$ 1 milhão aos cofres públicos, somando mais de R$ 46 bilhões ao ano.

Mas esse é apenas o início da fatura. A violência urbana desvaloriza imóveis, esvazia escolas, retrai o comércio e afeta diretamente a produtividade nas empresas.

Em 2023, os governos federal, estaduais e municipais gastaram R$ 124,8 bilhões com segurança pública, sendo R$ 101 bilhões apenas pelos estados. E mesmo assim, a sensação de insegurança permanece. O custo do sistema de justiça, do sistema penitenciário e da saúde pública agrava ainda mais esse cenário.

O Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 41 milhões em 2022 apenas com internações por ferimentos causados por armas de fogo. Esse valor não inclui cirurgias, reabilitação ou atendimentos ambulatoriais.

No setor privado, o peso é igualmente expressivo. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, empresas brasileiras investem cerca de R$ 170 bilhões ao ano em segurança privada — o equivalente a 1,7% do PIB.

"Já vi empresas abandonarem regiões inteiras por conta da criminalidade. Isso afeta empregos, renda e arrecadação. A insegurança virou um fator econômico que pesa no balanço das empresas", afirma Charone.

O impacto também se estende ao futuro do país. Jovens que deixam a escola por medo, trabalhadores traumatizados e famílias desestruturadas alimentam um ciclo de pobreza e exclusão. No Rio de Janeiro, a Confederação Nacional do Comércio estima perdas anuais de R$ 11,48 bilhões devido à violência.

“A violência é causa e consequência da desigualdade. Ela afeta diretamente a educação, a empregabilidade e a mobilidade social”, destaca Charone.

Para o especialista, a solução passa por uma abordagem integrada: “Investir em educação básica, cultura, esporte e infraestrutura urbana é também investir em segurança pública”.

Tratar a violência como um problema econômico e não apenas de polícia é essencial para reverter o quadro. “Quando o custo da violência entra na pauta econômica do país, as soluções começam a ser tratadas com a urgência necessária”, conclui Charone.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 18:38h • 29 de abril de 2026

Evento geek em Assis já tem data e inscrições abertas a partir de 1º de maio

Hajime 2026 acontece em junho com entrada solidária e programação voltada à cultura pop japonesa

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:37h • 29 de abril de 2026

Menos estrada, mais experiência: feriados impulsionam viagens curtas e mudam o jeito de viajar no Brasil

Turismo de proximidade cresce, fortalece economia local e transforma hotéis em destino, não apenas hospedagem

Descrição da imagem

Cidades • 17:01h • 29 de abril de 2026

Caravana da Sabesp leva negociação de contas e Tarifa Social à Praça da Bandeira na quinta

Atendimento começa às 9h em Assis, com serviços gratuitos e espaço infantil educativo

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:49h • 29 de abril de 2026

Resgatou um animal na rua? Os primeiros minutos podem definir o desfecho

Especialista alerta para riscos invisíveis e explica como agir sem colocar em perigo quem ajuda e o próprio animal

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:11h • 29 de abril de 2026

Estudo entre mulheres lésbicas aponta maior risco de vaginose bacteriana e alerta para saúde sexual

Pesquisa da Unesp indica desequilíbrio na microbiota vaginal e destaca impacto da desinformação no acesso a cuidados médicos

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:50h • 29 de abril de 2026

Florínea transfere festa do Dia do Trabalhador para sábado e concentra programação esportiva no ginásio

Mudança de data reúne torneios de truco, futebol sub-10 e vôlei de areia em um único dia a partir das 8h30

Descrição da imagem

Saúde • 15:09h • 29 de abril de 2026

Prontuário aberto e decisão compartilhada: como o atendimento em saúde deve mudar

Nova lei fortalece autonomia, acesso a informações e pode aumentar responsabilização por falhas no atendimento

Descrição da imagem

Variedades • 14:28h • 29 de abril de 2026

'Cão perito do Paraná' está entre os raros especialistas em detectar vestígios de sangue no Brasil

Raman, um cachorro da raça pastor-belga, já se destaca como um recurso inovador e altamente eficiente no apoio às perícias. Ele é acionado sempre que há necessidade de localizar possíveis vestígios de sangue

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar