Responsabilidade Social • 13:14h • 26 de julho de 2026
Violência contra a mulher: veja os sinais de alerta e saiba identificar diferentes formas de abuso
Legislação classifica cinco tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral; conheça as formas de denúncia em SP
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
A violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas e, muitas vezes, começa de maneira silenciosa. Além das agressões físicas, atitudes como ofensas, perseguição, controle excessivo, ameaças e danos ao patrimônio também configuram violência e são previstas na Lei Maria da Penha.
No estado de São Paulo, mulheres em situação de violência contam com uma rede de apoio para denunciar os casos, receber acolhimento e ter acesso a medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha reconhece cinco tipos de violência contra a mulher. A violência física envolve qualquer agressão que afete a integridade corporal ou a saúde. A violência psicológica inclui comportamentos que provoquem sofrimento emocional, diminuam a autoestima, imponham controle sobre a vida da vítima ou promovam seu isolamento. A violência sexual ocorre quando a mulher é obrigada a manter relações ou praticar atos sexuais sem consentimento. A violência patrimonial envolve retenção, destruição ou apropriação de bens, documentos ou recursos financeiros. Já a violência moral diz respeito a ofensas que atingem a honra e a reputação da vítima.
Muitas situações passam despercebidas por serem naturalizadas no dia a dia. Entre elas estão o controle das amizades, das roupas ou dos locais frequentados sob o pretexto de proteção; desqualificar opiniões, ridicularizar ou interromper constantemente a mulher; manipulação emocional e chantagens que fazem a vítima se sentir culpada; controle do dinheiro e impedimento para trabalhar ou administrar os próprios recursos; além do uso de fotos, mensagens ou informações pessoais para intimidar ou ameaçar.
Em São Paulo, o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma presencial nas delegacias ou pelos canais digitais da Secretaria da Segurança Pública, como a Delegacia Eletrônica e o aplicativo SP Mulher Segura.
As vítimas também podem buscar atendimento na Cabine Lilás, serviço da Polícia Militar com policiais treinadas para acolher mulheres em situação de violência. Ao ligar para o telefone 190, a ocorrência passa por uma avaliação para identificar o grau de risco. Se houver violência em andamento ou ameaça imediata, uma equipe policial é enviada ao local para prestar atendimento e garantir a proteção da vítima.
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