Responsabilidade Social • 09:21h • 13 de abril de 2026
Violência doméstica aumenta risco de lesões cerebrais e transtornos mentais
Pesquisas indicam que mulheres vítimas de parceiros íntimos enfrentam desafios no diagnóstico e no acesso ao tratamento adequado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Monash | Foto: Divulgação
Novos estudos da Universidade de Monash, na Austrália, apontam que mulheres que sofrem violência por parceiro íntimo apresentam maior risco de desenvolver lesões cerebrais e condições de saúde mental. As pesquisas, publicadas em revistas científicas internacionais, analisam os impactos físicos e psicológicos desse tipo de violência e destacam lacunas no atendimento médico oferecido a essas vítimas.
De acordo com os dados, a violência por parceiro íntimo atinge cerca de uma em cada três mulheres no mundo e está associada a quadros como concussão, transtorno de estresse pós-traumático, depressão e ansiedade. Além dos efeitos diretos, os estudos indicam que essas condições muitas vezes não são identificadas corretamente, o que dificulta o acesso a tratamentos adequados.
Uma das pesquisas revelou que aproximadamente metade das mulheres que passaram por esse tipo de violência apresenta sintomas relacionados à saúde mental, como estresse pós-traumático, ansiedade e depressão. Entre mulheres que não vivenciaram esse tipo de situação, esses quadros aparecem em menos de 10% dos casos, o que evidencia uma diferença significativa no impacto sobre a saúde.
Outro ponto analisado foi o risco de lesão cerebral traumática leve, conhecida como concussão. Segundo os pesquisadores, esse tipo de lesão é mais comum do que se imagina entre vítimas de violência doméstica, mas frequentemente não é diagnosticado. Isso ocorre porque os protocolos médicos existentes são, em grande parte, voltados para casos esportivos, o que dificulta a identificação em contextos não esportivos.
Os estudos também indicam que sintomas físicos decorrentes de possíveis lesões cerebrais, como tontura e dificuldades cognitivas, podem ser confundidos com transtornos psicológicos ou uso de substâncias. Essa sobreposição de sinais contribui para diagnósticos incompletos e para a ausência de tratamentos específicos.
As autoras das pesquisas destacam a necessidade de ampliar a conscientização sobre a relação entre violência doméstica e lesões neurológicas, além de adaptar protocolos de atendimento para diferentes contextos. Também apontam que o período logo após o rompimento de uma relação abusiva pode ser decisivo para oferecer suporte e reduzir o risco de agravamento dos quadros.
Outro fator observado é o papel da resiliência na recuperação das vítimas. O fortalecimento de redes de apoio e o acesso a serviços especializados podem contribuir para melhores resultados, tanto na saúde mental quanto na reabilitação física.
Os pesquisadores defendem que avanços no atendimento dependem de maior integração entre áreas como saúde mental, neurologia e assistência social, além de políticas públicas que considerem as especificidades das vítimas de violência por parceiro íntimo.
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