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Saúde • 13:18h • 17 de fevereiro de 2026

Viroses do verão acendem alerta no retorno às aulas

Com salas fechadas, contato próximo entre alunos e altas temperaturas, infectologistas da Rede Ebserh reforçam cuidados para evitar a disseminação de vírus respiratórios, gastrointestinais e arboviroses nas escolas

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1

A infectologista Vanessa Melo reforça que, além dessas infecções, também estão em circulação outras doenças virais típicas do período. “São os resfriados comuns, a gripe, as gastroenterites, as conjuntivites e as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya ”, destaca.
A infectologista Vanessa Melo reforça que, além dessas infecções, também estão em circulação outras doenças virais típicas do período. “São os resfriados comuns, a gripe, as gastroenterites, as conjuntivites e as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya ”, destaca.

Com o verão e o retorno das aulas, cresce a circulação de viroses, especialmente entre crianças e adolescentes. As infectologistas Gisele Borba, do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol -UFRN), e Vanessa Melo, do Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab -UFRN), ambos da Rede Ebserh, alertam que esse cenário é típico do início do ano e exige atenção redobrada das famílias, já que infecções respiratórias e gastrointestinais tendem a se intensificar nesse período.

De acordo com Gisele Borba, os quadros mais comuns neste início de ano são conhecidos das famílias e se repetem anualmente.

As principais viroses de circulação nesse início de ano são aquelas que os pais já estão acostumados mesmo, viroses respiratórias e viroses gastrointestinais. Algumas delas têm as duas coisas juntas”, explica

Segundo a especialista, há vírus capazes de provocar simultaneamente sintomas como diarreia, vômitos, coriza e tosse. “Então, são aquelas que a gente vê todo ano mesmo”.

A infectologista Vanessa Melo reforça que, além dessas infecções, também estão em circulação outras doenças virais típicas do período. “São os resfriados comuns, a gripe, as gastroenterites, as conjuntivites e as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya ”, destaca.

Ambiente escolar favorece a transmissão

O ambiente escolar contribui significativamente para a disseminação desses vírus, sobretudo no início do ano letivo. Salas fechadas, muitas vezes com ar-condicionado, contato próximo entre os estudantes e o compartilhamento de objetos favorecem a transmissão.

As crianças e os adolescentes voltam a conviver naquele ambiente fechado de sala de aula, e a proximidade de uma criança com a outra favorece a disseminação desses vírus que se transmite por contato ou por gotículas”, destaca a infectologista do Huol /Ebserh, Gisele Borba

Vanessa Melo acrescenta que o risco é ampliado pelo comportamento natural da infância. “Por causa do ambiente de convivência intensa, do contato próximo e do compartilhamento de objetos, a transmissão acontece com mais facilidade. Além disso, as crianças eliminam vírus por mais tempo, o que aumenta o risco de espalhar a infecção”, explica.

Sinais de alerta e prevenção

Os sintomas variam de acordo com o tipo de virose, mas costumam incluir febre, coriza, tosse, dor de garganta, vômitos, diarreia e dor no corpo. A infectologista do Huab /Ebserh alerta para os sinais que exigem avaliação médica.

O atendimento deve ser procurado se houver sinais de desidratação, sonolência excessiva, prostração, dificuldade para respirar, dor abdominal intensa ou quando os sintomas persistem por mais tempo do que o esperado”, orienta Vanessa Melo

A prevenção continua sendo a principal aliada no controle das viroses no ambiente escolar. “São medidas simples, como higienizar frequentemente as mãos, não compartilhar objetos pessoais, manter os ambientes limpos e bem ventilados e manter a vacinação em dia”, destaca Vanessa Melo.

Para conter a transmissão, o afastamento temporário da escola é fundamental quando a criança apresenta sintomas. “As crianças com febre ou outros sinais infecciosos devem ficar em casa, em repouso, até a melhora clínica”, reforça a infectologista do Huab /Ebserh. Segundo ela, as escolas também têm papel importante ao orientar sobre higiene, incentivar a vacinação e manter cuidados com ventilação e limpeza.

Viroses comuns e arboviroses: como diferenciar?

Nem sempre é possível diferenciar as infecções apenas pelos sintomas, principalmente no início. Ainda assim, alguns sinais podem indicar arboviroses. “Febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores articulares fortes e manchas na pele são mais comuns nas arboviroses. Em crianças, esses sinais podem ser mais sutis”, explica Vanessa Melo.

Gisele Borba complementa: “A dengue, por exemplo, não costuma apresentar sintomas respiratórios. É como se fosse uma gripe seca”. As especialistas ressaltam que as viroses fazem parte da infância e da convivência social. “Na maioria das vezes, repouso, hidratação e uso de medicamentos para aliviar os sintomas são suficientes para uma recuperação completa”, conclui Vanessa Melo.

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