Economia • 17:48h • 25 de junho de 2026
Você trocou o bar pela sala de casa para ver o Brasil? Economia na Copa pode virar mais de R$ 31 mil até 2030
Estudo mostra que pequenas decisões durante o Mundial podem gerar economia imediata e até financiar projetos futuros por meio de investimentos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Tamer Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
Com o Brasil em campo nesta Copa do Mundo, muitos torcedores enfrentam um dilema comum: assistir aos jogos em bares e restaurantes ou reunir os amigos em casa. A decisão parece simples, mas um levantamento da Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro) mostra que essa escolha pode ter impactos relevantes no orçamento ao longo do torneio.
Segundo o estudo, assistir aos jogos em casa pode representar uma economia de mais de R$ 500 por pessoa caso a Seleção Brasileira chegue à final. A diferença surge principalmente nos gastos com alimentação e bebidas, que costumam ser mais elevados em bares e estabelecimentos comerciais durante grandes eventos esportivos.
Quanto custa acompanhar a Seleção?
A simulação considera um gasto médio individual de R$ 60 por partida em encontros realizados em casa e de R$ 130 por jogo em bares ou restaurantes.
Caso o Brasil dispute todos os oito jogos possíveis até a final, o gasto acumulado chegaria a R$ 480 para quem acompanha as partidas em casa e a R$ 1.040 para quem opta pelos bares. A diferença seria de R$ 560 por pessoa.
Mesmo em campanhas mais curtas, os valores chamam atenção. Se a Seleção encerrar a participação ainda na fase de grupos, a economia estimada seria de R$ 210.

Pequenas economias podem virar patrimônio
O planejador financeiro Victor Garrido destaca que o objetivo não é deixar de aproveitar a Copa, mas compreender o impacto das escolhas ao longo do tempo.
"A Copa é um daqueles eventos que o brasileiro gosta de viver intensamente. Conforme a Seleção avança, surgem novos encontros, confraternizações e oportunidades de reunir pessoas queridas. O importante é aproveitar esse momento de forma consciente para que a diversão não se transforme em preocupação depois", afirma.
Para ilustrar o potencial do planejamento financeiro, o especialista simulou aportes mensais de R$ 500 investidos a uma rentabilidade equivalente ao CDI atual, de aproximadamente 14,4% ao ano.
Nesse cenário, ao longo de quatro anos seriam aportados R$ 24 mil. Com os rendimentos acumulados, o montante poderia alcançar cerca de R$ 31.968 até 2030, gerando quase R$ 8 mil apenas em rentabilidade.
Planejamento ajuda a aproveitar mais
De acordo com Garrido, estabelecer um orçamento antes do início da competição é uma das formas mais eficientes de evitar excessos. "A maioria das pessoas decide quanto vai gastar depois que já começou a consumir. Quando existe um planejamento prévio, a tendência é aproveitar muito mais o evento e terminar a Copa sem surpresas desagradáveis", explica.
A recomendação vale tanto para quem prefere a atmosfera dos bares quanto para quem escolhe organizar encontros em casa. O importante é que os gastos estejam alinhados à realidade financeira de cada torcedor.
Economia da Copa pode financiar novos projetos
Segundo o especialista, valores economizados durante eventos como a Copa podem ser direcionados para objetivos maiores, como viagens, reservas financeiras ou até mesmo a realização do sonho de assistir presencialmente a uma futura edição do Mundial.
"O planejamento financeiro existe para permitir que as pessoas vivam experiências importantes com mais tranquilidade e segurança. Muitas vezes, pequenas decisões tomadas hoje ajudam a viabilizar experiências ainda maiores amanhã", conclui.
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