• Sinais misteriosos do Universo podem surgir da colisão entre estrelas mortas, aponta estudo
  • São Paulo vai contratar 466 guarda-vidas para reforçar segurança em praias e represas no verão
  • Linha de ônibus entre Assis e Londrina segue sem previsão de retorno, informa Prefeitura
  • Dinheiro novo nos cofres municipais chega nesta terça-feira com repasse de ICMS para Assis e região
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 20:20h • 21 de janeiro de 2026

Zelofilia existe ou é só moda digital? Especialista questiona novo rótulo emocional

Especialista alerta para a banalização de diagnósticos e critica a transformação de emoções humanas em supostas patologias

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da VH Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Emoções comuns, rótulos raros: por que a “zelofilia” não é reconhecida pela ciência
Emoções comuns, rótulos raros: por que a “zelofilia” não é reconhecida pela ciência

A cada novo ciclo das redes sociais, um sentimento humano comum parece ganhar um nome clínico, um rótulo sofisticado e, muitas vezes, uma aura de patologia. A chamada “zelofilia”, descrita informalmente como excitação sexual provocada pelo ciúme, é o exemplo mais recente desse movimento. O termo vem sendo tratado como fetiche ou condição psicológica em conteúdos digitais, apesar de não possuir respaldo científico ou reconhecimento formal na medicina e na psicologia.

Segundo o médico e terapeuta sexual João Borzino, o fenômeno revela menos sobre sexualidade e mais sobre uma tendência cultural preocupante. Para ele, a patologização de emoções cotidianas tem se tornado entretenimento, impulsionado por manchetes virais e conceitos frágeis. O ciúme, sentimento presente nas relações humanas desde sempre, passou a ser apresentado como algo exótico, quando na verdade faz parte do repertório emocional normal.

De acordo com Borzino, a chamada zelofilia não aparece em manuais diagnósticos reconhecidos internacionalmente, como o DSM-5 ou a CID-11. Não há critérios clínicos, estudos consistentes ou validação empírica que sustentem sua classificação como parafilia. O termo surgiu majoritariamente em fóruns online e espaços de psicologia pop, onde conceitos científicos são frequentemente simplificados ou distorcidos para gerar engajamento.

Para o médico, o problema central não está em discutir emoções intensas, mas em transformá-las automaticamente em diagnósticos. O ciúme, explica, é uma resposta emocional ligada à percepção de ameaça ao vínculo afetivo e possui bases biológicas e sociais claras. Tratá-lo como patologia, sem critério, empobrece a compreensão das relações humanas e fragiliza o próprio rigor científico.

A cultura do rótulo emocional

Borzino observa que há uma tendência crescente de converter qualquer desconforto em transtorno. Reações comuns passam a ser vistas como sinais clínicos, muitas vezes sem avaliação profissional. Nesse contexto, o diagnóstico deixa de ser resultado de análise cuidadosa e se torna uma identidade assumida por autodeclaração. Para o especialista, esse movimento substitui reflexão por slogans e transforma sofrimento emocional em capital simbólico.

Segundo ele, a mídia digital tem papel central nesse processo. Termos novos, estranhos e chamativos circulam com rapidez, criando a impressão de novidade científica. A lógica é simples: se algo tem nome, parece real. Se parece real, alguém se identifica. Em pouco tempo, o rótulo deixa de ser conceito e vira bandeira identitária, muitas vezes afastando as pessoas de uma compreensão mais madura de suas próprias emoções.

Rigor científico como responsabilidade

O médico reforça que reconhecer excessos emocionais ou padrões disfuncionais é importante, mas isso não autoriza a criação indiscriminada de categorias clínicas. Dar nome não é o mesmo que compreender. Para Borzino, transformar emoções humanas em diagnósticos sem base científica não promove cuidado, apenas confusão.

Ele defende a retomada do rigor intelectual e da maturidade emocional no debate sobre saúde mental. Isso passa por reconhecer que o desconforto faz parte do desenvolvimento humano e que emoções como o ciúme podem ser trabalhadas, elaboradas e compreendidas sem necessidade de rotulação patológica. A saúde mental, conclui, não se constrói evitando a dor, mas aprendendo a interpretá-la com responsabilidade e senso crítico.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:21h • 20 de outubro de 2026

Sinais misteriosos do Universo podem surgir da colisão entre estrelas mortas, aponta estudo

Pesquisadores investigam a origem de explosões de ondas de rádio que duram milésimos de segundo e podem estar relacionadas ao encontro de estrelas de nêutrons

Descrição da imagem

Classificados • 17:11h • 20 de outubro de 2026

São Paulo vai contratar 466 guarda-vidas para reforçar segurança em praias e represas no verão

Profissionais temporários atuarão entre novembro de 2026 e março de 2027; seleção será realizada pela Polícia Militar e inscrições ainda serão divulgadas

Descrição da imagem

Economia • 16:43h • 20 de outubro de 2026

Quanto custa instalar um parquinho infantil em Assis? Prefeitura apresenta estimativa

Valor informado em resposta ao vereador Paulo Paçoca considera conjunto com duas torres e brinquedos resistentes às intempéries; custo poderá variar conforme a licitação

Descrição da imagem

Economia • 16:05h • 20 de outubro de 2026

Após rombo bilionário, Americanas encerra recuperação judicial iniciada em 2023

Justiça do Rio de Janeiro reconheceu o cumprimento das obrigações previstas no plano de recuperação; decisão ainda pode ser contestada e credores mantêm direito de cobrança

Descrição da imagem

Cidades • 15:34h • 20 de outubro de 2026

Linha de ônibus entre Assis e Londrina segue sem previsão de retorno, informa Prefeitura

Em resposta ao vereador Português, administração esclarece que a suspensão envolve disputa entre empresas e decisões da ANTT; município afirma não ter competência para determinar a volta do serviço

Descrição da imagem

Segurança Pública • 15:01h • 20 de outubro de 2026

Celulares roubados voltam às mãos das vítimas após operação que apreendeu 60 toneladas de aparelhos

Operação Frank Mobile mobilizou mais de 1,7 mil agentes e começou a devolver telefones recuperados; investigação identificou esquema de receptação, desbloqueio e revenda ilegal

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 14:21h • 20 de outubro de 2026

Pesquisa australiana expõe impacto do preconceito sobre a saúde mental da população LGBTQIA+

Pesquisa da Universidade Monash revela desigualdades na saúde mental e associa o cenário a fatores como discriminação, estigma, exclusão social e dificuldades de acesso ao atendimento

Descrição da imagem

Mundo • 13:50h • 20 de outubro de 2026

Bolsa Família paga nesta terça-feira quem tem NIS final 2; demais beneficiários recebem na quarta

Calendário de outubro foi antecipado e unificado em três dias; benefício médio chega a R$ 782,92 e atende 19,3 milhões de famílias em todo o Brasil

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos