• De Palmital para a música: Pedro Tirolli lança nova faixa com clipe nesta quinta
  • Feira da Família em Tarumã terá show sertanejo nesta quinta-feira (16)
  • De olho no céu: Simepar explica os tipos de nuvens que apresentam riscos de tempestades
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 20:20h • 21 de janeiro de 2026

Zelofilia existe ou é só moda digital? Especialista questiona novo rótulo emocional

Especialista alerta para a banalização de diagnósticos e critica a transformação de emoções humanas em supostas patologias

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da VH Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Emoções comuns, rótulos raros: por que a “zelofilia” não é reconhecida pela ciência
Emoções comuns, rótulos raros: por que a “zelofilia” não é reconhecida pela ciência

A cada novo ciclo das redes sociais, um sentimento humano comum parece ganhar um nome clínico, um rótulo sofisticado e, muitas vezes, uma aura de patologia. A chamada “zelofilia”, descrita informalmente como excitação sexual provocada pelo ciúme, é o exemplo mais recente desse movimento. O termo vem sendo tratado como fetiche ou condição psicológica em conteúdos digitais, apesar de não possuir respaldo científico ou reconhecimento formal na medicina e na psicologia.

Segundo o médico e terapeuta sexual João Borzino, o fenômeno revela menos sobre sexualidade e mais sobre uma tendência cultural preocupante. Para ele, a patologização de emoções cotidianas tem se tornado entretenimento, impulsionado por manchetes virais e conceitos frágeis. O ciúme, sentimento presente nas relações humanas desde sempre, passou a ser apresentado como algo exótico, quando na verdade faz parte do repertório emocional normal.

De acordo com Borzino, a chamada zelofilia não aparece em manuais diagnósticos reconhecidos internacionalmente, como o DSM-5 ou a CID-11. Não há critérios clínicos, estudos consistentes ou validação empírica que sustentem sua classificação como parafilia. O termo surgiu majoritariamente em fóruns online e espaços de psicologia pop, onde conceitos científicos são frequentemente simplificados ou distorcidos para gerar engajamento.

Para o médico, o problema central não está em discutir emoções intensas, mas em transformá-las automaticamente em diagnósticos. O ciúme, explica, é uma resposta emocional ligada à percepção de ameaça ao vínculo afetivo e possui bases biológicas e sociais claras. Tratá-lo como patologia, sem critério, empobrece a compreensão das relações humanas e fragiliza o próprio rigor científico.

A cultura do rótulo emocional

Borzino observa que há uma tendência crescente de converter qualquer desconforto em transtorno. Reações comuns passam a ser vistas como sinais clínicos, muitas vezes sem avaliação profissional. Nesse contexto, o diagnóstico deixa de ser resultado de análise cuidadosa e se torna uma identidade assumida por autodeclaração. Para o especialista, esse movimento substitui reflexão por slogans e transforma sofrimento emocional em capital simbólico.

Segundo ele, a mídia digital tem papel central nesse processo. Termos novos, estranhos e chamativos circulam com rapidez, criando a impressão de novidade científica. A lógica é simples: se algo tem nome, parece real. Se parece real, alguém se identifica. Em pouco tempo, o rótulo deixa de ser conceito e vira bandeira identitária, muitas vezes afastando as pessoas de uma compreensão mais madura de suas próprias emoções.

Rigor científico como responsabilidade

O médico reforça que reconhecer excessos emocionais ou padrões disfuncionais é importante, mas isso não autoriza a criação indiscriminada de categorias clínicas. Dar nome não é o mesmo que compreender. Para Borzino, transformar emoções humanas em diagnósticos sem base científica não promove cuidado, apenas confusão.

Ele defende a retomada do rigor intelectual e da maturidade emocional no debate sobre saúde mental. Isso passa por reconhecer que o desconforto faz parte do desenvolvimento humano e que emoções como o ciúme podem ser trabalhadas, elaboradas e compreendidas sem necessidade de rotulação patológica. A saúde mental, conclui, não se constrói evitando a dor, mas aprendendo a interpretá-la com responsabilidade e senso crítico.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:35h • 16 de abril de 2026

Vila Agro tem feira, gastronomia e show ao vivo nesta sexta em Assis

Evento começa às 15h no Espaço da Ceagesp e reúne produtores locais, cultura e música com Lucas Vioto e Anderson Vaqueiro

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:04h • 16 de abril de 2026

Feriado à vista: bombeiros orientam como agir em cinemas, teatros e casas noturnas

Orientações reforçam cuidados em cinemas, teatros e casas noturnas, onde situações de emergência podem evoluir rapidamente

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:50h • 16 de abril de 2026

Feira do Produtor Rural anima Pedrinhas Paulista nesta sexta com show ao vivo

Evento começa às 19h na Arena Coliseu e reúne produtores da região com alimentos artesanais e apresentação musical

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:16h • 16 de abril de 2026

Torneio de truco com inscrições gratuitas acontece em Quatá no dia 3 de maio

Evento será realizado no domingo, 3 de maio, com inscrições gratuitas no local

Descrição da imagem

Cidades • 15:46h • 16 de abril de 2026

Inscrições para Jovens na Indústria 2026 estão abertas em Tarumã

Programa começou a receber inscrições nesta terça (15) e segue até o dia 27 de abril, com foco em jovens do ensino médio

Descrição da imagem

Cidades • 15:05h • 16 de abril de 2026

Atendimento eleitoral itinerante chega a Cruzália na próxima semana

Serviços começam na segunda-feira (20) e seguem até quinta (24), com atendimento na Câmara Municipal

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 14:58h • 16 de abril de 2026

PUC-SP promove evento sobre legado do papa Francisco com debates e apresentações culturais

Programação desta sexta-feira reúne especialistas, atividades acadêmicas e música para discutir os quatro “sonhos” apresentados por Jorge Mario Bergoglio

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 14:27h • 16 de abril de 2026

Como um satélite brasileiro chega à órbita? A ciência explica

Conheça as etapas desde a definição da missão de um satélite, passando pela sua construção, até ele chegar ao espaço

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar