Responsabilidade Social • 13:11h • 08 de outubro de 2026
Zona Azul de Assis vai usar parte da arrecadação para inclusão de jovens no mercado de trabalho
Nova lei prevê participação de jovens em situação de vulnerabilidade social no atendimento aos usuários, suporte ao sistema e ações de educação no trânsito
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
A modernização da Zona Azul de Assis também terá uma frente voltada à inclusão de jovens no mercado de trabalho. A Lei Municipal nº 8.018/2026 instituiu um programa social vinculado ao estacionamento rotativo que prevê geração de renda, capacitação profissional e formação cidadã, com prioridade para jovens em situação de vulnerabilidade social.
Os participantes poderão atuar na orientação dos motoristas, no apoio operacional do sistema, em atividades de educação para o trânsito e no suporte aos pontos físicos de atendimento. A seleção deverá priorizar jovens em situação de vulnerabilidade, seguindo critérios que ainda serão definidos pelo próprio programa.
A legislação também estabelece que os participantes deverão receber os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além de capacitação profissional e acompanhamento socioeducativo. A proposta é integrar a adoção de novas tecnologias na Zona Azul à manutenção de oportunidades de trabalho para jovens.
Arrecadação da Zona Azul ajudará a financiar o programa
Parte importante do modelo está na própria destinação do dinheiro arrecadado com o estacionamento rotativo. A lei determina que os recursos obtidos com as tarifas sejam destinados prioritariamente ao financiamento e à manutenção dos programas de inclusão de jovens no mercado de trabalho, incluindo o pagamento dos direitos trabalhistas dos participantes.
Os recursos também poderão financiar capacitação profissional e formação cidadã, aquisição e manutenção da estrutura necessária ao funcionamento do programa e ações de inclusão social e apoio socioeducativo.
A Organização da Sociedade Civil (OSC) vinculada ao sistema ficará responsável pela execução do programa, enquanto a implantação, manutenção, operação e controle da Zona Azul permanecem sob competência do município, por intermédio do Departamento de Trânsito. A legislação prevê ainda que a entidade responsável apresente relatórios semestrais aos poderes Executivo e Legislativo com dados sobre arrecadação, investimentos, número de usuários, impacto no trânsito e resultados do programa social.
Tecnologia muda a Zona Azul, mas mantém participação humana
A criação do programa ocorre justamente no momento em que Assis prepara uma transformação tecnológica do estacionamento rotativo.
Conforme regulamentação já publicada pelo município, o sistema deverá incorporar recursos digitais, como aplicativo, créditos eletrônicos e monitoramento por leitura de placas. A tarifa de 60 minutos passará para R$ 2 em 1º de janeiro de 2027, enquanto a transição preservará temporariamente os atuais meios de utilização.
A nova lei indica, porém, que a digitalização não elimina a participação de jovens na operação. As funções previstas deixam de estar concentradas apenas na comercialização das tradicionais folhas de estacionamento e passam a incluir orientação aos usuários, apoio ao funcionamento do sistema, educação no trânsito e atendimento em pontos físicos.
Além disso, a legislação determina que os valores arrecadados com multas decorrentes de infrações ao sistema não poderão ser utilizados para financiar o programa social. Esses recursos deverão permanecer vinculados às finalidades previstas na legislação de trânsito, como melhorias no sistema viário, sinalização, segurança e educação para o trânsito.
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